Do livro do Arnaldo Jabor... uns dos que eu comprei na bienal...
"...
O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo. Sexo é contra a lei. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre sem tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécia de gratidão
a posteriori pelo prazeres do sexo.
O amor vem depois. O sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento.
...
Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do "outro"; o sexo, no mínimo, precisa de uma "mãozinha". Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mais sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não - é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. ...
O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós e demora. O sexo vem dos outros e vai embora. Amor é bossa nova; sexo é carnaval. "
Genial! rs
Incrível com as aparências enganam. Sempre olhei pra aquele comentarista político enfiado num terno gigantesco no Jornal Nacional e pensei: "porra, como esse cara deve ser chato..."
Mas não... o livro é excelente e acaba rapidinho... e eu nem sabia q ele foi cineasta. A maneira como ele passa suas idéias te rende umas boas gargalhadas. Não é uma comédia idiota. Vc acaba dizendo que valeu mesmo a pena. ;-)